Libertadores Feminina começa com forte influência das bets e premiação recorde

Libertadores Feminina começa com forte influência das bets e premiação recorde

A Copa Libertadores Feminina, disputada em sede única, na Argentina (2 a 18 de outubro), terá uma premiação total recorde de acordo com a Conmebol, oferecendo um total de US$ 5,25 milhões. Assim como na Série A masculina, as equipes femininas também possuem predominância de parcerias com bets – 10 dos 16 times, sendo que 9 estão no espaço máster.

Assim como em 2024, o campeão vai desembolsar US$ 2 milhões, enquanto o vice ficará con US$ 750 mil. A simples participação na fase de grupos vai dar aos times US$ 50 mil.

As 16 equipes foram divididas em quatro grupos, e os dois melhores de cada chave avançam para as quartas de final. O Brasil conta com três clubes: o atual campeão Corinthians, o São Paulo e a Ferroviária.

Além dos valores com patrocínios, a Copa Libertadores Feminina conta com muitos parceiros oficiais importantes, casos de Amstel, Coca-Cola, EA Sports, Mastercard e Mercado Livre, além de cotas como parceiros comerciais com as marcas DHL, Powerade (também da The Coca-Cola Company) e Puma.

É verdade que os valores nem se comparam com o futebol masculino, mas as equipes femininas também contam com inúmeros patrocinadores em suas camisas ou institucionais, chegando a 105 no total entre os 16 participantes.

Assim como na Série A masculina, que possui 100% de patrocinadores voltados para casas de apostas, as equipes femininas também possuem predominância de parcerias com bets – 10 dos 16 times, sendo que 9 estão no espaço máster.

Ao contrário dos clubes que acompanham o mesmo patrocínio nos times masculino e feminino, casos de Corinthians e São Paulo, quem mais chama a atenção no futebol das mulheres é o patrocínio da Galera.Bet com a Ferroviária, vigente desde 2022 e um dos mais consistentes e duradouros dentro da modalidade.

“Sabemos o quanto a modalidade cresceu desde então e que o investimento em patrocínios voltados para o futebol feminino contribuem para essa expansão. A GaleraBet faz parte desse projeto grandioso desde 2022 quando fomos pioneiros ao patrocinar as meninas da Ferroviária, comprovando que um trabalho a longo prazo produz resultados relevantes”, afirma Marcos Sabiá, CEO da GaleraBet, empresa que foi uma das pioneiras em patrocínio esportivo no futebol feminino, e também já esteve presente no Corinthians e Campeonato Brasileiro Feminino.

Para Fábio Wolff, um dos idealizadores da Brasil Ladies Cup, que neste ano chegou à quinta edição, a junção com estas marcas é essencial para o desenvolvimento da competição. “Por conta do fortalecimento do futebol feminino, observamos um grande número de companhias interessadas em apoiar a categoria. Essas parcerias conquistadas pela modalidade impulsionam o desenvolvimento do esporte dentro e fora de campo. Grande exemplo disso é a quantidade de novos acordos sendo celebrados por equipes do futebol brasileiro”, afirma.

“É importante ver marcas apoiando o futebol feminino de forma recorrente, a modalidade precisa muito. Além da alta visibilidade e a crescente do esporte, quando se trata de ativações e interações as atletas dão um show. Elas abraçam e muito a chegada das marcas e são muito profissionais nesta conexão com a torcida, o que facilita e muito o trabalho do Departamento de Marketing das instituições”, explica Renê Salviano, CEO da Heatmap e especialista em patrocínios e ativações de marketing esportivo.

Camila Estefano, gerente geral do “Estrelas”, programa social de futebol feminino que está na sua quarta temporada e oferece auxílio médico, odontológico, nutricional, entre outros serviços, para 120 meninas todos os anos, comenta sobre o crescimento da modalidade.

“O futebol feminino vem experimentando um crescimento importante nos últimos anos, em termos de audiência, público e engajamento nas redes sociais. Acredito que a Copa do Mundo Feminina de 2027 certamente irá furar bolhas e ampliará ainda mais o interesse do público brasileiro pela categoria. Acredito que será um novo divisor de águas para a valorização do futebol feminino no país”, afirma.

No Brasil, trabalho de captação de patrocínios foi fundamental para expansão

A ampla exibição reflete não apenas o crescimento esportivo da modalidade, mas também sua consolidação como plataforma de negócios. Até agosto, a única empresa confirmada para o torneio era a Amazon. Com a entrada da Heatmap – agência de marketing esportivo – nas negociações, esse cenário mudou rapidamente, e hoje já são mais de 15 marcas confirmadas nos jogos decisivos da competição.

Entre as  companhias que firmaram contrato estão: Banco Sicoob, Itambé, Plié, Perdigão, Sadia, Start Bet, Ciclic, Arizona, Dover Roll, Alfapet, Aposta Ganha, Zaeli, Esportes da Sorte, Wega Motors, Luck.bet, Embalixo e Perfil Líder.

Um estudo da Nielsen Sports – empresa de análise global de esportes -, em parceria com a PepsiCo, aponta que o futebol feminino deve se consolidar entre os cinco esportes mais consumidos do mundo até 2030, o que representa um crescimento de 38%, atingindo mais de 800 milhões de pessoas.

A audiência global dos principais torneios deve aumentar 30% no mesmo período, enquanto a receita dos patrocínios já mostram avanços significativos, como a triplicação de acordos na Copa do Mundo Feminina de 2023 em relação a de 2019, tendo um crescimento expressivo na base de fãs em países como China, Brasil e Índia.

O interesse comercial já acompanha o crescimento da audiência. Em maio de 2025, o amistoso entre Brasil e Japão, transmitido em horário nobre pela TV Globo, alcançou 30 milhões de telespectadores, somando Globo e SporTV, sendo a maior audiência já registrada para a Seleção Feminina. 

Na atual edição do Brasileirão, a Rede Nacional de Comunicação Pública, responsável pela TV Brasil, ampliou em 42,8% o alcance da primeira fase em comparação a 2024, passando de 2,1 milhões para 3 milhões de espectadores. A média de domicílios por partida chegou a 140 mil, alta de quase 20% em relação ao ano anterior.

A TV Globo registrou a maior audiência do Brasileirão Feminino em 2025 no jogo de ida entre Cruzeiro e Corinthians, pela final do torneio. A partida marcou 11 pontos e teve 27% de participação sobre o número de TVs ligadas (share) tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro.

Cada ponto de audiência representa 77.488 lares e 199.313 pessoas na Grande São Paulo, e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, um ponto equivale a 48.836 residências e 120.893 telespectadores, segundo dados da Kantar Ibope Media. O último recorde registrado foi em 2024, quando o torneio registrou 10 pontos de audiência.

“O futebol feminino vive um grande momento, é um produto com visibilidade fantástica em suas várias formas de conexão com o público, é uma realidade de mercado e que ainda vai crescer muito até a Copa do Mundo de 2027 que acontecerá no Brasil. Iniciamos agora a venda dos Campeonatos Femininos do ano de 2026, que são a Copa do Brasil, a Supercopa, Brasileiro e a própria Seleção Brasileira Feminina. Tem placas, ativações e até naming rights, além da oportunidade de customizar uma cota exclusiva para qualquer segmento. Estamos vivendo um momento estratégico e as marcas que chegarem antes com certeza vão aproveitar as fases ainda melhores que virão”, complementa Salviano.

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